quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Entre um ponteiro e outro


Por Carlos Pereira

Um segundo, um minuto, uma hora.
O tempo não é algo imaginável.
Quanto mais se espera dele, mais contradições aparecem.
Mas como evitar expectativas?
Não há como.
Muito se quer e pouco se tem, pouco se ganha.

Tic Tac. A cada som uma esperança.
Tic Tac. A cada badalo um sonho.
O tempo não é seu amigo.
Ele te engana.
Destrói vidas, corações.

Entre um ponteiro e outro tudo pode ser.
Entre um ponteiro e outro tudo pode estar.
Ou acabado, ou nem iniciado.
Tentar controlar o tempo?
É possível, porém impossível.

Ele é dono do mundo.
As coisas giram em torno dele.
O que é de cada um está guardado.
Às vezes nem isso
Mas o tempo avisa.

Tic tac. A cada segundo uma história
Tic tac. A cada história um pesadelo.
O tempo está bem perto, pode ser visto.
Porém é incontrolável.
O esperado torna-se surpresa facilmente.

Entre um ponteiro e outro tudo pode ser
Entre um ponteiro e outro tudo pode estar.
O tempo?
Ah, o tempo.
Só sendo Cronos para entender.

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